Entre as mil maiores empresas dos Estados Unidos, apenas 16 CEOs têm experiência prévia em Recursos Humanos. O dado apareceu em um artigo da Fast Company e ajuda a expor uma questão antiga da profissão: o RH conhece profundamente a organização, mas ainda é pouco visto como uma formação natural para quem vai comandá-la.

Andreia Fachinello

O que ainda impede o RH de chegar à cadeira de CEO?

Entre as mil maiores empresas dos Estados Unidos, apenas 16 CEOs têm experiência prévia em Recursos Humanos. O dado apareceu em um artigo da Fast Company e ajuda a expor uma questão antiga da profissão: o RH conhece profundamente a organização, mas ainda é pouco visto como uma formação natural para quem vai comandá-la.

Durante muito tempo, a preparação para a presidência foi associada principalmente às funções que carregam uma responsabilidade mais visível sobre o resultado financeiro. Quem responde por P&L consegue mostrar com facilidade qual número precisava mover, que decisão tomou e o que aconteceu depois. O RH se desenvolveu dentro de outra lógica, historicamente muito mais ligado ao suporte da organização e boa parte da percepção sobre a área ainda vem daí.

Só que o trabalho de um bom líder de RH hoje já ultrapassa muito esse lugar.

Poucos executivos têm uma visão tão ampla de como a empresa funciona por dentro, o RH acompanha a capacidade da organização de executar mudanças, entende onde existem limitações de liderança, percebe movimentos na força de trabalho e tem acesso a informações que ajudam a explicar resultados que, olhando apenas para os indicadores financeiros, aparecem quando o problema já aconteceu.

Essa posição privilegiada ganha outro peso quando o RH consegue relacionar o que enxerga com aquilo que a empresa precisa entregar.

É aí que entra uma expansão importante da profissão, entender pessoas continua sendo parte central do trabalho, mas um RH com influência executiva também conhece o modelo de negócio, entende os indicadores que movem a companhia e consegue investigar quais fatores organizacionais estão favorecendo ou comprometendo esses resultados.

E acho que é justamente aí que a discussão sobre futuros CEOs fica mais interessante.

O RH já ocupa uma das poucas posições que permitem enxergar a organização de forma transversal. Quanto mais esse profissional amplia sua compreensão sobre negócio e consegue transformar aquilo que sabe sobre pessoas, liderança e funcionamento organizacional em informação útil para decisão, mais muda também a forma como sua contribuição é percebida.

Talvez a próxima geração de grandes líderes de RH seja reconhecida justamente por isso: por conhecer profundamente pessoas e ao mesmo tempo conseguir explicar a empresa inteira.

Entre as mil maiores empresas dos Estados Unidos, apenas 16 CEOs têm experiência prévia em Recursos Humanos. O dado apareceu em um artigo da Fast Company e ajuda a expor uma questão antiga da profissão: o RH conhece profundamente a organização, mas ainda é pouco visto como uma formação natural para quem vai comandá-la.

Durante muito tempo, a preparação para a presidência foi associada principalmente às funções que carregam uma responsabilidade mais visível sobre o resultado financeiro. Quem responde por P&L consegue mostrar com facilidade qual número precisava mover, que decisão tomou e o que aconteceu depois. O RH se desenvolveu dentro de outra lógica, historicamente muito mais ligado ao suporte da organização e boa parte da percepção sobre a área ainda vem daí.

Só que o trabalho de um bom líder de RH hoje já ultrapassa muito esse lugar.

Poucos executivos têm uma visão tão ampla de como a empresa funciona por dentro, o RH acompanha a capacidade da organização de executar mudanças, entende onde existem limitações de liderança, percebe movimentos na força de trabalho e tem acesso a informações que ajudam a explicar resultados que, olhando apenas para os indicadores financeiros, aparecem quando o problema já aconteceu.

Essa posição privilegiada ganha outro peso quando o RH consegue relacionar o que enxerga com aquilo que a empresa precisa entregar.

É aí que entra uma expansão importante da profissão, entender pessoas continua sendo parte central do trabalho, mas um RH com influência executiva também conhece o modelo de negócio, entende os indicadores que movem a companhia e consegue investigar quais fatores organizacionais estão favorecendo ou comprometendo esses resultados.

E acho que é justamente aí que a discussão sobre futuros CEOs fica mais interessante.

O RH já ocupa uma das poucas posições que permitem enxergar a organização de forma transversal. Quanto mais esse profissional amplia sua compreensão sobre negócio e consegue transformar aquilo que sabe sobre pessoas, liderança e funcionamento organizacional em informação útil para decisão, mais muda também a forma como sua contribuição é percebida.

Talvez a próxima geração de grandes líderes de RH seja reconhecida justamente por isso: por conhecer profundamente pessoas e ao mesmo tempo conseguir explicar a empresa inteira.

O que ainda impede o RH de chegar à cadeira de CEO?

O que ainda impede o RH de chegar à cadeira de CEO?

Andreia Fachinello

Entre as mil maiores empresas dos Estados Unidos, apenas 16 CEOs têm experiência prévia em Recursos Humanos. O dado apareceu em um artigo da Fast Company e ajuda a expor uma questão antiga da profissão: o RH conhece profundamente a organização, mas ainda é pouco visto como uma formação natural para quem vai comandá-la.

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