O eNPS virou o termômetro de engajamento da maioria das empresas. É simples de aplicar, fácil de comunicar e produz um número que parece responder à pergunta "as pessoas estão engajadas por aqui?". Mas ele não responde a essa pergunta. Ele mede o quanto a pessoa recomendaria a empresa como lugar para trabalhar num determinado momento, ou seja, satisfação pontual. E satisfação não é engajamento. Na BOOM, engajamento não é um humor a ser aferido por uma pergunta. É uma consequência. As zonas de engajamento que trabalhamos derivam diretamente do índice de cultura. É a cultura, medida como sistema, que sustenta ou corrói o engajamento ao longo do tempo: coerência entre discurso e prática, qualidade de liderança, clareza de estrutura e processo. Engajamento não é o que a pessoa sente hoje. É o que a organização é capaz de manter de pé. Foi isso que testamos nos dados de uma organização real, cruzando duas medidas que costumam ser tratadas como a mesma. De um lado, a nota individual de eNPS. De outro, a banda de cultura em que cada pessoa está, que é a base a partir da qual o engajamento se sustenta. Banda de cultura Detratores Passivos Promotores Offender 24,1% 37,0% 38,9% Neutral 18,4% 36,8% 44,7% Defender 4,3% 15,9% 79,7% Na banda de cultura mais frágil, quase quatro em cada dez pessoas ainda são promotoras. Ainda dão nota máxima de recomendação. Se a organização olhasse apenas para o eNPS desse grupo, leria um contingente relevante de gente engajada, e a fragilidade da cultura passaria despercebida. O risco mora aí. Essas pessoas não recomendam a empresa porque a cultura as sustenta. Recomendam apesar dela. O vínculo que segura a nota alta, seja o time, a liderança direta ou o propósito sentido no cotidiano, é real, mas é local e depende de esforço individual para compensar o que o sistema não entrega. E esforço individual não escala nem se mantém indefinidamente. Quando o gestor que segurava a experiência sai, quando a sobrecarga se acumula, quando a distância entre o que se promete e o que se pratica finalmente pesa, essa promotora vira uma saída que ninguém viu chegar, porque, no papel, ela nunca demonstrou insatisfação. A comparação entre as bandas mostra o mecanismo. Na cultura frágil, a promoção convive com quase um quarto de detratores. É um grupo dividido, sustentado por vínculo pessoal, não por estrutura. Na cultura forte, o quadro muda de natureza, com quase 80% de promotores e detração residual. Ali, a satisfação individual e a base que a sustenta caminham juntas, porque a cultura está fazendo o trabalho que, na banda frágil, recai sobre cada pessoa. O eNPS captura vínculo emocional de curto prazo. Não captura se a organização tem cultura para sustentar esse vínculo adiante. Tratar um como sinônimo do outro é o que leva tanta empresa a ser surpreendida pela saída de gente aparentemente engajada. Engajamento não é o quanto as pessoas gostam de trabalhar num determinado momento. É se a cultura potencializa quem está dentro dela, ou se depende de que cada um compense, por conta própria, o que a estrutura não entrega. O eNPS não distingue essas duas realidades. Medir engajamento de verdade exige olhar para a cultura que o sustenta, não apenas para a nota de quem responde.

Andreia Fachinello

Quando o eNPS engana: por que gente satisfeita não significa engajamento real

O eNPS virou o termômetro de engajamento da maioria das empresas. É simples de aplicar, fácil de comunicar e produz um número que parece responder à pergunta "as pessoas estão engajadas por aqui?". Mas ele não responde a essa pergunta. Ele mede o quanto a pessoa recomendaria a empresa como lugar para trabalhar num determinado momento, ou seja, satisfação pontual. E satisfação não é engajamento.

Na BOOM, engajamento não é um humor a ser aferido por uma pergunta. É uma consequência. As zonas de engajamento que trabalhamos derivam diretamente do índice de cultura. É a cultura, medida como sistema, que sustenta ou corrói o engajamento ao longo do tempo: coerência entre discurso e prática, qualidade de liderança, clareza de estrutura e processo. Engajamento não é o que a pessoa sente hoje. É o que a organização é capaz de manter de pé.

Foi isso que testamos nos dados de uma organização real, cruzando duas medidas que costumam ser tratadas como a mesma. De um lado, a nota individual de eNPS. De outro, a banda de cultura em que cada pessoa está, que é a base a partir da qual o engajamento se sustenta.

Banda de cultura

Detratores

Passivos

Promotores

Offender

24,1%

37,0%

38,9%

Neutral

18,4%

36,8%

44,7%

Defender

4,3%

15,9%

79,7%

Na banda de cultura mais frágil, quase quatro em cada dez pessoas ainda são promotoras. Ainda dão nota máxima de recomendação. Se a organização olhasse apenas para o eNPS desse grupo, leria um contingente relevante de gente engajada, e a fragilidade da cultura passaria despercebida.

O risco mora aí. Essas pessoas não recomendam a empresa porque a cultura as sustenta. Recomendam apesar dela. O vínculo que segura a nota alta, seja o time, a liderança direta ou o propósito sentido no cotidiano, é real, mas é local e depende de esforço individual para compensar o que o sistema não entrega. E esforço individual não escala nem se mantém indefinidamente. Quando o gestor que segurava a experiência sai, quando a sobrecarga se acumula, quando a distância entre o que se promete e o que se pratica finalmente pesa, essa promotora vira uma saída que ninguém viu chegar, porque, no papel, ela nunca demonstrou insatisfação.

A comparação entre as bandas mostra o mecanismo. Na cultura frágil, a promoção convive com quase um quarto de detratores. É um grupo dividido, sustentado por vínculo pessoal, não por estrutura. Na cultura forte, o quadro muda de natureza, com quase 80% de promotores e detração residual. Ali, a satisfação individual e a base que a sustenta caminham juntas, porque a cultura está fazendo o trabalho que, na banda frágil, recai sobre cada pessoa.

O eNPS captura vínculo emocional de curto prazo. Não captura se a organização tem cultura para sustentar esse vínculo adiante. Tratar um como sinônimo do outro é o que leva tanta empresa a ser surpreendida pela saída de gente aparentemente engajada.

Engajamento não é o quanto as pessoas gostam de trabalhar num determinado momento. É se a cultura potencializa quem está dentro dela, ou se depende de que cada um compense, por conta própria, o que a estrutura não entrega. O eNPS não distingue essas duas realidades. Medir engajamento de verdade exige olhar para a cultura que o sustenta, não apenas para a nota de quem responde.



Cultura vs Resultados: o indicador que prova o impacto da cultura no desempenho do negócio

O eNPS virou o termômetro de engajamento da maioria das empresas. É simples de aplicar, fácil de comunicar e produz um número que parece responder à pergunta "as pessoas estão engajadas por aqui?". Mas ele não responde a essa pergunta. Ele mede o quanto a pessoa recomendaria a empresa como lugar para trabalhar num determinado momento, ou seja, satisfação pontual. E satisfação não é engajamento.

Na BOOM, engajamento não é um humor a ser aferido por uma pergunta. É uma consequência. As zonas de engajamento que trabalhamos derivam diretamente do índice de cultura. É a cultura, medida como sistema, que sustenta ou corrói o engajamento ao longo do tempo: coerência entre discurso e prática, qualidade de liderança, clareza de estrutura e processo. Engajamento não é o que a pessoa sente hoje. É o que a organização é capaz de manter de pé.

Foi isso que testamos nos dados de uma organização real, cruzando duas medidas que costumam ser tratadas como a mesma. De um lado, a nota individual de eNPS. De outro, a banda de cultura em que cada pessoa está, que é a base a partir da qual o engajamento se sustenta.

Banda de cultura

Detratores

Passivos

Promotores

Offender

24,1%

37,0%

38,9%

Neutral

18,4%

36,8%

44,7%

Defender

4,3%

15,9%

79,7%

Na banda de cultura mais frágil, quase quatro em cada dez pessoas ainda são promotoras. Ainda dão nota máxima de recomendação. Se a organização olhasse apenas para o eNPS desse grupo, leria um contingente relevante de gente engajada, e a fragilidade da cultura passaria despercebida.

O risco mora aí. Essas pessoas não recomendam a empresa porque a cultura as sustenta. Recomendam apesar dela. O vínculo que segura a nota alta, seja o time, a liderança direta ou o propósito sentido no cotidiano, é real, mas é local e depende de esforço individual para compensar o que o sistema não entrega. E esforço individual não escala nem se mantém indefinidamente. Quando o gestor que segurava a experiência sai, quando a sobrecarga se acumula, quando a distância entre o que se promete e o que se pratica finalmente pesa, essa promotora vira uma saída que ninguém viu chegar, porque, no papel, ela nunca demonstrou insatisfação.

A comparação entre as bandas mostra o mecanismo. Na cultura frágil, a promoção convive com quase um quarto de detratores. É um grupo dividido, sustentado por vínculo pessoal, não por estrutura. Na cultura forte, o quadro muda de natureza, com quase 80% de promotores e detração residual. Ali, a satisfação individual e a base que a sustenta caminham juntas, porque a cultura está fazendo o trabalho que, na banda frágil, recai sobre cada pessoa.

O eNPS captura vínculo emocional de curto prazo. Não captura se a organização tem cultura para sustentar esse vínculo adiante. Tratar um como sinônimo do outro é o que leva tanta empresa a ser surpreendida pela saída de gente aparentemente engajada.

Engajamento não é o quanto as pessoas gostam de trabalhar num determinado momento. É se a cultura potencializa quem está dentro dela, ou se depende de que cada um compense, por conta própria, o que a estrutura não entrega. O eNPS não distingue essas duas realidades. Medir engajamento de verdade exige olhar para a cultura que o sustenta, não apenas para a nota de quem responde.



Andreia Fachinello

O eNPS virou o termômetro de engajamento da maioria das empresas. É simples de aplicar, fácil de comunicar e produz um número que parece responder à pergunta "as pessoas estão engajadas por aqui?". Mas ele não responde a essa pergunta. Ele mede o quanto a pessoa recomendaria a empresa como lugar para trabalhar num determinado momento, ou seja, satisfação pontual. E satisfação não é engajamento. Na BOOM, engajamento não é um humor a ser aferido por uma pergunta. É uma consequência. As zonas de engajamento que trabalhamos derivam diretamente do índice de cultura. É a cultura, medida como sistema, que sustenta ou corrói o engajamento ao longo do tempo: coerência entre discurso e prática, qualidade de liderança, clareza de estrutura e processo. Engajamento não é o que a pessoa sente hoje. É o que a organização é capaz de manter de pé. Foi isso que testamos nos dados de uma organização real, cruzando duas medidas que costumam ser tratadas como a mesma. De um lado, a nota individual de eNPS. De outro, a banda de cultura em que cada pessoa está, que é a base a partir da qual o engajamento se sustenta. Banda de cultura Detratores Passivos Promotores Offender 24,1% 37,0% 38,9% Neutral 18,4% 36,8% 44,7% Defender 4,3% 15,9% 79,7% Na banda de cultura mais frágil, quase quatro em cada dez pessoas ainda são promotoras. Ainda dão nota máxima de recomendação. Se a organização olhasse apenas para o eNPS desse grupo, leria um contingente relevante de gente engajada, e a fragilidade da cultura passaria despercebida. O risco mora aí. Essas pessoas não recomendam a empresa porque a cultura as sustenta. Recomendam apesar dela. O vínculo que segura a nota alta, seja o time, a liderança direta ou o propósito sentido no cotidiano, é real, mas é local e depende de esforço individual para compensar o que o sistema não entrega. E esforço individual não escala nem se mantém indefinidamente. Quando o gestor que segurava a experiência sai, quando a sobrecarga se acumula, quando a distância entre o que se promete e o que se pratica finalmente pesa, essa promotora vira uma saída que ninguém viu chegar, porque, no papel, ela nunca demonstrou insatisfação. A comparação entre as bandas mostra o mecanismo. Na cultura frágil, a promoção convive com quase um quarto de detratores. É um grupo dividido, sustentado por vínculo pessoal, não por estrutura. Na cultura forte, o quadro muda de natureza, com quase 80% de promotores e detração residual. Ali, a satisfação individual e a base que a sustenta caminham juntas, porque a cultura está fazendo o trabalho que, na banda frágil, recai sobre cada pessoa. O eNPS captura vínculo emocional de curto prazo. Não captura se a organização tem cultura para sustentar esse vínculo adiante. Tratar um como sinônimo do outro é o que leva tanta empresa a ser surpreendida pela saída de gente aparentemente engajada. Engajamento não é o quanto as pessoas gostam de trabalhar num determinado momento. É se a cultura potencializa quem está dentro dela, ou se depende de que cada um compense, por conta própria, o que a estrutura não entrega. O eNPS não distingue essas duas realidades. Medir engajamento de verdade exige olhar para a cultura que o sustenta, não apenas para a nota de quem responde.

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